domingo, dezembro 31, 2006
sábado, dezembro 30, 2006

AS BICICLETAS
Por vezes nem se vêem, tal a velocidade com que nos ultrapassam, conduzidas por crianças, jovens, adultos, e idosos.
Outras vezes jazem encostadas ás amuradas ou gradeamentos dos canais, em descanso merecido.
Também se vêem penduradas, como prestes a desabar na água, não fosse a forte corrente que as prende.
Amesterdão não seria a cidade que aprendi a gostar, se elas não existissem, presentes em todo o lado onde nos movimentamos.
Alguns passeiam os cães a correr, pendurados pela trela, ao lado dos donos que pedalam com todo o vigor das suas pernas,
Também existem as que têem um pequeno caixote incorporado, em madeira, onde os bébés apenas com o nariz escarlate visível, se aconchegam na pressa.
Mas o que é realmente singular, é ver os casais de namorados que pedalam, lado a lado, vagarosamente, com as caras vermelhas do frio e da paixão, com as mãos entrelaçadas, num equilíbrio absoluto de corpo e sentires.
Teresa David-fotos tiradas por mim nesta ida agora a Amesterdão/Dez.2006
terça-feira, dezembro 12, 2006

OS PAPAGAIOS DO DESERTO DAS IDEIAS
Vivem das aparências. Os mais guarnecidos de cor empertigam-se, e sacodem as suas plumas Versace ou Gucci.
Aqueles, cuja falta de dinheiro não permite tal plumagem, encolhem-se em ramos mais pequenos e discretos. Todos calados á espera.
As frases feitas, ecoam na voz metálica dos poderosos, perturbando o silêncio.
É então que uma voz fina se espalha pela árvore, quando um pequeno recita palavras, e enche o deserto de poesia, a fazer calar desta forma, os lugares comuns dos pobres de espírito.
Teresa David-aguarela pintada por mim
terça-feira, dezembro 05, 2006


MATRIARCADO
sábado, dezembro 02, 2006

Após uns dias de ausência devido ao meu computador ter dado o berro, e agora com uma mother board nova e outros componentes, aqui estou de volta:
O MUNDO É UMA MAÇÃ
O Mundo é uma maçã que todos querem trincar, e acabam por apodrecê-la na sua ânsia de grandeza.
Lançam-lhe bombas que matam inocentes, impestam-na com químicos poluentes, e lamentávelmente, nunca veremos essas larvas aspirarem a serem borboletas esvoaçantes para embelezar o Planeta.
Teresa David- aguarela pintada por mim
sexta-feira, novembro 24, 2006
terça-feira, novembro 21, 2006


DIÁLOGO DE MULHERES Á COMIDA E Á BEBIDA
quarta-feira, novembro 15, 2006
segunda-feira, novembro 13, 2006

CONTOS DE FADAS
Porque me contaste toda a infância, contos de fadas, todos diferentes cada noite, mas sempre, sempre, com um final feliz?
Porque me escondeste que as pessoas podem ser infelizes, e sofrer de dor?
Porque nunca me esclareceste, que os príncipes e as princesas, escravizavam pessoas para viverem faustosas vidas?
Porque nunca me deixaste ver que a miséria está em todo o lado, e eu não a conseguia ver dentro da redoma onde tu me colocastes?
PAI, revisita-me no meu dormir, e conta-me todos os contos de fadas que ficaram por inventar.
Teresa David-foto de meu pai e eu
sexta-feira, novembro 10, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006

Despejei as malas antigas sobre a carpete, e delas surgiram farrapos do passado, mais ou menos próximo.
Números de telefone escritos em pedaços de toalhas de papel, cujos corpos correspondentes já são nuvens que passaram, ou buracos negros na memória.
Remédios que pela sua ineficácia ficaram por tomar.
Cartões de pessoas impossíveis de conseguir hoje identificar.
Isqueiros que ainda funcionam, e são sempre benvindos para quem, como eu, ainda não conseguiu afastar-se do vício do tabaco.
Bâtons meios usados, cujas tonalidades divergem da actual, mas porquê não os acabar?
Talões, muitos, de Multibanco, com verbas que há muito já não consigo alcançar!
...E um perservativo ainda dentro do prazo de validade, que foi esperança de algum encontro de corpo que não aconteceu, e quiçá seja altura de usar!
Teresa David-foto minha
sábado, novembro 04, 2006
quarta-feira, novembro 01, 2006
Corvos erectos
Serpentes ondulantes
Tropel de cavalos
Galopar de mãos
Sons vibrantes
Corpos revoltos
Emoção orgástica
Mescla sensual
Do corvo a bicada
Da serpente a bifurcação
Andante crescente
Pés de tantãs
Em luta tribal
Teresa David-1997 -foto que tirei em Granada no mesmo ano e agora trabalhada no photoshop
domingo, outubro 29, 2006


CAMINHOS
Quando o corpo se estende
é cansaço
mas também pode ser
o Amor
corro e percorro
o esguio do teu corpo
atravesso o deserto
da rota da Seda
Cedo e deslizo
nas dunas de areia
Canso e descanso
na beira do oásis
Caio no sonho
do sono tranquilo
Durmo e desperto
no dia que vem
Teresa David-1985
Fotos de Michael Martin retiradas do livro "Desertos de África"
sexta-feira, outubro 27, 2006
sábado, outubro 21, 2006
segunda-feira, outubro 16, 2006


OPIATO
Entre a tontura e a vertigem
Antevi o teu enleio
Avancei, esmoreci,
E desisti pelo meio
No meio de tanto torpor,
Nem mãos, pernas, cabeça,
O meu olhar alcançou,
Apenas um pormenor
Consegui reconhecer,
Muda, queda, em terror,
Achei que ía morrer,
Pois seu pé se ergueu,
E afinal era um pássaro
Cantando seu apogeu
"Ópiometria" da névoa
Que nos faz entorpecer,
A falsa paz se instala
Na vontade de viver.
Teresa David - foto minha do Mar, e pés retirados da Net
sexta-feira, outubro 13, 2006

Abrir os olhos, erguer,
primeiros passos na casa,
um cigarro em jejum,
regresso á luz do dia,
regresso a um dia comum
A beata no chinelo,
Com um olho só aberto,
É o vislumbrar do caos,
é constatar que o filho
ainda está menos desperto
A seguir vou-me sentar,
para descansar do descanso,
planificar as tarefas,
olhar o sol reflectido,
na alva parede do terraço,
mas agora que só estou
não haverá nenhum abraço.
Nem bom dia matinal,
miro o gato que me olha,
e penso:
Está tão velho o animal!
A beata no chinelo
é recordação guardada,
nem o chinelo tem pé
nem a beata foi fumada!
Teresa David-foto minha
quarta-feira, outubro 11, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
segunda-feira, outubro 02, 2006

TEMPESTADE DE SENTIDOS
Quem dera ser orvalho
quem dera ser geada
para te inundar de mim
numa qualquer madrugada.
Poderia ser o estio
ou agasalho
perto então ficaria
desse corpo desejado
sem sequer dares por isso
nem mostrares nenhum enfado
Quem dera ser vento
ou chuva
quem dera ser um raio
cairia sobre ti
mais forte que o orvalho
Teresa David-foto minha de uma pré-tempestade
quinta-feira, setembro 28, 2006
terça-feira, setembro 26, 2006
quinta-feira, setembro 07, 2006

quinta-feira, agosto 31, 2006
terça-feira, agosto 29, 2006

POMBO ENDIABRADO
Sou um piloto de Formula 1…
Adoro a vida excitante das boxes e de lá raramente saio…
Sou perito em curvas sinuosas e até ao vento dou ordens…
Dizem os mais velhos que cedo morrerei, mas eu apenas rio….
Se tal for meu destino, que poderei eu fazer?
Apenas continuar a levantar voo, calcular cuidadosamente a velocidade do vento e arrancar…..
Num voo perfeito, sem limites, apreciando a vida e a vista……………..
Nasci para isto e pouco importa se me consideram um pombo endiabrado…………..
Foto de Teresa David - Texto de Marta Teixeira
domingo, agosto 27, 2006


BANHOS DE SOL
sábado, agosto 26, 2006
O sítio do Poema http://sitiodopoema.blogspot.com pela ideia original de interpretar a poesia dos outros de uma forma brilhante
Marakoka http://susana40.blogspot.com por ser o blog que mais me faz rir pelo humor inteligente
Estranhos dias e corpo de delito http://estranhosdias.blogspot.com pela frontalidade, solidariedade, e qualidade de escrita
Por um fio http://por-um-fio-invisivel.blogspot pelo trabalho de divulgação dos nossos grandes autores e qualidade fotográfica
Diafragma http://instantaneos.blogspot.com pelas fotos fantásticas e fazer-nos viajar sem sair de casa
Foto Escrita http://fotoescrita.blogspot.com pelas legendas que ainda tornam as fotos publicadas mais apelativas
Teresa David
quinta-feira, agosto 24, 2006



