TABLAO
Em Albaycin deu-se a magia. Em redor do pequeno tablao, apinhavam-se, em cadeiras rústicas, pessoas de todo o Mundo.

Quatro boas dançarinas, com o salero estampado nas faces, batiam palmas,

enquanto um homem aciganado fazia soltar os sons guturais tão característicos do cante.

Um rapaz bastante jovem, de pele anormalmente alva, nada comum num bailarino de flamenco, invadiu o palco. Na cara a expressão concentrada de quem sente o que está a fazer. Os pés moviam-se em ritmo de tempestade, as mãos empranchavam-se percorrendo o céu e a terra.

Quando ele se retirou com uma cascata a descer corpo abaixo, chegou a vez de cada uma das intérpretes se exibir. Todas tão diferentes que não resisto a catalogá-las.
A primeira: a elegância

A segunda: A beleza

A terceira: a garra

A quarta: A resistência
O apogeu do espectáculo deu-se com um casamento cigano, onde se juntaram a beleza feminina com a masculinidade branca do rapaz, único dançarino do grupo.

Como balanço direi que não foi o melhor espectáculo de Flamenco que vi, mas, como sempre, conseguiu ter a forma do som, do corpo, da voz, suficientes para me encher os sentidos de prazer renovado.
Teresa David-fotos por mim tiradas