


Veneza emerge das águas com as máscaras de ouro sobre a cara.
Resta protegermo-nos com as asas quentes dos pombos que nos tapam completamente sob o chamariz do milho.
Teresa David- fotos e aguarelas minhas
A SOLITÁRIA-aguarela por mim pintada
Veneza emerge das águas com as máscaras de ouro sobre a cara.
Dei, então, a minha tarefa como cumprida!
No entanto, até ao ninho tombar, desfazer-se e os novos seres migrarem para outras paragens, fui assistindo ao seu desenvolvimento, bem como, ao aparecer de mais uma pequena cabeça que piava mais estrondosamente que todas as outras juntas!
Nunca vi em Portugal estas laranjas que antes de cortadas são rigorosamente iguais ás demais, mas quando as abrimos surgem num esplendor sanguinolento. Seu paladar é idêntico, embora a textura do sumo mais grossa.
Impressionaram-me de tal forma que acabei por escrever umas frases poéticas para as ilustrar, que a seguir partilho convosco:
Vampira não sou
Sem dentes sorvo o suco,
onde deixo a marca das mágoas que engoli
e regorgitei, em sangue coalhado
além disso acabei também por pintar uma natureza morta com insecto e laranjas de sangue que também aqui vos mostro.
Teresa David-fotos e aguarela minhas