
TERAPIA DA COR (2)
Mas é no vermelho que me revejo. No escarlate do sangue que com dificuldade me corre nas veias entupidas. Mas também na ajuda da folhagem, que me faz conseguir trepar o muro, e chegar ao cimo e espreitar para o outro lado, não ficando assim confinada, a um Mundo fechado entre quatro paredes. Olhar em volta e procurar a imensidão pois só com uma visão periscópica podemos ir além de nós próprios e estar atentos ao que nos rodeia.
Teresa David